|
O jogo da luz, diversificado quase ao infinito nas sinuosidades das superfícies e na mobilidade de alguns elementos, transforma a escultura de Jose Américo num complexo de dinâmica espacial. O fato confirma fundamental da natureza do escultor cujas obras poderiam ser incluídas tanto na classificação de arte cinética quanto de verdadeiro e verdadeiras "jóias psicológicas". Naturalmente a fria leitura formal não exclui a outra. Somente o pensamento dogmático pode pretender fixar o artista aos esquemas da absoluta objetividade ou àqueles, contrários somente na aparência, da absoluta subjetividade. O fato de arte é sempre um complexo de momentos diversos, uma aberta dialética em ação entre impulsos, intenções e condicionamentos desvairados e interativos; assim que, tanto os discursos da razão quanto aqueles da fantasia não podem que se cruzar, dando vida a uma síntese móvel que enriquece o ambiente onde a obra é colocada. Jose Américo está mais do que empenhado em prosseguir nesse caminho, buscando através de uma pesquisa espacial na qual agrega elementos em aço carbono e madeira de aroeira que dão vida ás nossas "astrais" inquietações de seres envolvidos pela modernidade. Quem sabe o seu discurso seja um dia direcionado a outras soluções e outras formas da imagem plástica? Na obra "Flô 2", doada ao Acervo Artístico do Parlamento Paulista, o escultor demonstra ter grande habilidade na disposição das formas, manipula os elementos dentro da mais avançada tecnologia criando um perfeito equilíbrio estético. Emanuel von Lauenstein Massarani O Artista
Ele molda aço, madeira e pedra como se fossem versos, sabonetes, encantos nas noite silente.
Pensando em sua musa do sul, da serra gelada, das noites enluaradas, das manhãs com neblinas.
Teu filho, navega nas ondas do velho mar, nas Angras que foram dos Reis.
Hoje... São mares, ondas, vagas enternecidas, rochedos, escumas que batem nas areias brancas...
E de teus olhos, caem lentamente lágrimas salgadas, como o velho mar, trafegar, navegar, versejar....
E continuar semprecaminhar...
Ricardo Lordelos (Poeta da madrugada)
|